
Loveless
Quadrinhos de Velho Oeste não vendem.
O que é legal, porque Loveless – Terra Sem Lei não é uma HQ de Velho Oeste. É uma história de amor. E as pessoas compram essas histórias, não?
Você não engoliu o que eu disse, né?
Que pena, mas é verdade.
Um gênero, independente do que os intelectuais digam, não é um palavrão. Ou quem sabe seja, e talvez por isso eu tenha uma tendência a gostar deles. Amo essas coisas: as regras, os limites, a simplicidade, as fórmulas diretas. Na verdade, o que eu gosto é sabotar as regras, extrapolar os limites e sacudir a fórmula. E não estou só – o brutalmente talentoso Marcelo Frusin compartilha esse amor.
Ou talvez seja paixão. Há pouco mais de três anos, quando eu estava me preparando para cavalgar em direção ao pôr do sol depois de terminar minha fase em Hellblazer, Marcelo e eu discutíamos a possibilidade de trabalharmos juntos mais uma vez. Estávamos indo e vindo por diferentes ideias quando descobrimos uma paixão em comum: Western Spaghetti. Pra maioria, isso começa e termina com [Sergio] Leone, mas pra Marcelo e eu isso vai muito mais longe, com o trabalho de [Sergio] Corbucci, [Ferdinando] Baldi, [Enzo G.] Castellari, [Lucio] Fulci e [Giulio] Questi, pra citar alguns dos grandes diretores que criaram um gênero onde as emoções eram extremas, a moral queimava e a violência era operística. Eu tinha produzido um livro que descrevia como um Western Spaghetti Noir – El Diablo – alguns anos atrás, e já estava me coçando pra fazer outro. E em Marcelo encontrei um parceiro que compartilhava o meu amor.
Bem, está mais pra luxúria, na verdade – e isso nos traz a Loveless – Terra Sem Lei, nossa série mensal, e uma revista luxuriante. Nossa história foca em Wes e Ruth Cutter, marido e mulher fora da lei forjados não apenas por uma guerra que rasgou o país, mas por uma paz que era qualquer coisa menos civil. E não é a típica história de um “homem fugindo de seu passado” que você pode esperar do gênero, são pessoas sem remorsos que só tem um ao outro pra lembrar que já foram bons. Eles agem por impulsos e fortes desejos vindo de lugares sombrios.
Lugares muito sombrios. Estou falando do meu e do Marcelo aqui. Amor, paixão, luxúria – chame do que quiser:
é tudo sexo.
LOVELESS é sexo.
Porque sexo vende.
Brian Azzarello
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Loveless – Terra Sem Lei!















Isso quer dizer que está próximo de chegar as bancas?
Sim, chega hoje em SP e RJ.
Acabei de comprar minha edição aqui em São Paulo
Estou muito afim de comprar essa Hq, porém gostaria de saber quantos volumes serão lançados, e se já foi finalizada “lá fora”.
Foram lançadas 24 edições lá fora, reunidas em 3 encadernados. Se formos lançar tudo aqui, provavelmente faremos em 4 encadernados dada a quantidade de edições.
Olha, confesso que não sou um fã ardoroso de 100 balas, mas achei simplesmente genial a passagem de Azzarello por Hellblazer. E sou fã do Marcelo Frusin. Mas sei que ele não desenhou todos os números de Loveless. Prós e contras. No fim das contas, baixei o preview de Loveless e, se a primeira história for um bom indicativo do que está por vir, a série merece ser conferida. Gostei mais de Loveless 1 que de 100 Bullets 1! Abraços a todos.
Milagre! em menos de uma semana y o ultimo homen, Vertigo 5, Os Perdedores e Loveless, tudo isso no interior de minas. Loveless, acabei de comprar e devorar, puta estória, sou uma grande fã de Brian Azzarello de seu trabalho de 100 balas. Agora espero que não demore para chegar o resto das publicações Vertigo e Wildstorm(deste selo não chegou nenhuma publicação) aqui no sul das minas gerais.
É verdade, Marlon! Sou paulistano, mas atualmente moro em Uberlândia, MG. Quase caí pra trás quando fui à maior revistaria (sim, revistaria: não é uma comic shop, mas é uma loja, bem maior que uma banca comum!) da cidade e vi lá, de uma só tacada, Loveless, Losers e Y1 (já tinha até desencanado de Y)! Grata surpresa! Tomara que continuem chegando. Abraço.
Denardin, a respeito de Loveless, você respondeu ao leitor Danilo Rodrigues o seguinte: “Se formos lançar tudo aqui, provavelmente faremos em 4 encadernados, dada a quantidade de edições.” Como assim, “se formos lançar tudo aqui”? Não é esse o plano? Se não vender o esperado não tem continuação, é isso? Sou velho demais para dar chiliques e sei que retorno financeiro é fundamental (e, na pior das hipóteses, recorro ao original usando métodos, ãhn, digamos… alternativos!). De qualquer forma, pareceu-me que valeria comprar Loveless (e fi-lo): 3 encadernados (vá lá, 4) e tudo resolvido! Não tenho muita neura com a questão, se não sair, não saiu, mas acho que não pega bem pra um monte de gente por aqui (principalmente fãs de séries como 100 bullets – 100 edições! – e Fábulas – que, se não chegou a 100 edições, está quase lá, e continua sendo publicada!). Careful with what you say, man! Um abraço.
Oi, Walter. Sou sempre muito cuidadoso no que digo. Mesmo que nossa intenção seja dar continuidade ao material (novos volumes de Y e Ex Machina já foram anunciados e outras séries já tem sua continuidade planejada, embora ainda não tenha sido anunciado), sempre é bom mantermos os pés no chão a fim de não criarmos falsas expectativas nos leitores. Queremos continuar publicando tudo e, ao que tudo indica, a linha está muito bem. Portanto não devemos ter problemas. Mas não posso AFIRMAR e garantir com TODAS as letras que publicaremos tudo de tudo, pois muito depende da aceitação dos próprios leitores.
Imagino que seja mais compatível com o nosso mercado publicar a série em quatro volumes… o problema é que o último volume, que tem 12 edições, é composto de três histórias curtas seguidas de um arco em seis partes e mais três curtas. Considerando que a Panini não vá cortar um arco na metade, as opções seriam lançar um encadernado com apenas três histórias (o que é pouco comum) ou publicar as histórias curtas fora da ordem original (como ainda não as li, não sei se é possível).
Ourta opção seria passar as três primeiras histórias do último TPB para o segundo volume (fechando em três encadernados mesmo, com 5, 10 e 9 histórias respectivamente).
Ah, aproveitando o ensejo: em um post no twitter foi comentado que Loser tem seis TPBs gringos, mas na verdade são cinco. Com o laçamento do filme, a DC publicou recentemente um volume que compila os dois primeiros TPBs. Para o final do ano, está previsto um volumão de mais de 400 páginas que inclui os três últimos, completando a série.
abs
anderson b.
Gostei muito da obra, só não curti todo mundo ficar falando como o “Chico Bento”.
Oi, Kuroi. Na obra original os personagens tb não falam o inglês certinho. Tentamos aproximar para um português equivalente.
bah !!
tanta coisa boa e nem sempre chega por aqui acabo de ler os perdedores e amei !!
fiquei fascinado c arte e argumento bah !!
Fique tranquilo, Denardin, entendo perfeitamente. Aproveitando o tópico, será que Fábulas 4 e Ex Machina 3 ainda chegam por aqui (Uberlândia, MG)? Já que o primeiro volume de Y (que saiu em outubro de 2009, certo?) chegou por aqui em abril de 2010, é possível que A Marcha dos Soldados de Madeira e Fato vs. Ficção ainda cheguem aqui? Um abraço e obrigado pela atenção.
Oi, Walter. Acredito que todos os lançamentos devam chegar, mas não tenho como estipular uma data. Abraço!
E lendas urbanas com os desenhos de Mrcelo frusin existe possibilidade de chegar por aqui tmb???
Nada anunciado até o momento.
E quando teremos o segundo volume de Loveless? A série é simplesmente demais!!!
Já foi anunciado. E é para breve…