Vertigo 4 Comentada: Hellblazer 178


Postado por Redação Vertigo em 29 de março de 2010.
Este texto faz parte das seções Hellblazer, Revista Vertigo, Séries, Vertigo.

Página 4

A capa original da edição mostra um esqueleto de sapo (veja a página 18) e o primeiro arcano maior do tarô, “O Mago” – sempre representado como um jovem, ou seja, alguém que ainda tem um longo caminho a percorrer.

Vertigo 4 - Página 4 (Clique para ampliar)

Vertigo 4 - Página 4 (Clique para ampliar)

Página 7-8

Por um Punhado de Dólares (Per um Pugno di Dollari) é um filme de Sergio Leone de 1964, com Clint Eastwood num dos papéis mais marcantes de sua carreira.

Aqui fica claro que o título da história, Sepulcro Vermelho, faz referência a Seara Vermelha, famoso livro de Dashiell Hammett, adaptado ou reinterpretado para cinema, quadrinhos e outras mídias dezenas de vezes – a história do homem que se mete em uma guerra entre duas facções. Uma dessas adaptações é justamente Por um Punhado de Dólares.

Vertigo 4 - Página 8 (Clique para ampliar)

Vertigo 4 - Página 8 (Clique para ampliar)

Página 9

O Savoy é um luxuosíssimo hotel no centro de Londres, que funciona há mais de 120 anos. Confira no mapa.

Vertigo 4 - Página 9 (Clique para ampliar)

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Página 13

O Zimbábue, no sudeste africano, passou por um longo processo de redistribuição de terras no início deste século, sob comando de seu presidente (praticamente vitalício) Robert Mugabe.

O “sepulcro vermelho”, tão procurado nessas histórias, pode ser referência ao que na Bíblia do Rei James é chamado de “whited sepulchre” – na versão em Português, “sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mateus, 23:27). Ou seja, um supulcro vermelho poderia ser o inverso: maléfico por fora, belo por dentro.

Vertigo 4 - Página 13 (Clique para ampliar)

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Página 14

A Greek Street de Londres é conhecida tanto por sua variedade de restaurantes quanto pela prostituição escancarada. Confira no mapa.

Vertigo 4 - Página 14 (Clique para ampliar)

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Página 15

O Shepherd’s Market é conhecido em Londres como um espaço comercial a céu aberto bastante chique. Confira no mapa.

Vertigo 4 - Página 15 (Clique para ampliar)

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Página 18

O “quinto círculo” é uma referência à Divina Comédia de Dante Alighieri, que descreve que o quinto círculo do inferno é habitado pelos iracundos e pelos insolentes soberbos.

Note que Ghant está praticando astragolomancia, uma forma de adivinhar o futuro baseada em jogar ossos para o ar. É a essa cena que a capa original (página 4) faz referência.

Johnny Boy, no caso, refere-se a Constantine, mas também é o nome do protagonista do filme Caminhos Perigosos (de Martin Scorsese, 1973).

Vertigo 4 - Página 18 (Clique para ampliar)

Vertigo 4 - Página 18 (Clique para ampliar)

Página 19

“Improvise e Reaproveite” é o nome de um dos folhetos que o governo britânico distribuiu à sua população após a Segunda Guerra Mundial, quando o país passava pelo racionamento de recursos como roupas e comida.

Vertigo 4 - Página 19 (Clique para ampliar)

Vertigo 4 - Página 19 (Clique para ampliar)

Página 20

Angie Spatchcock apareceu nas edições 1 e 2 de Vertigo, está lembrado?

Vertigo 4 - Página 20 (Clique para ampliar)

Vertigo 4 - Página 20 (Clique para ampliar)

Página 25

Joshua Wright já apareceu na história Assombrado, publicada no Brasil entre Hellblazer 6 e 10 (editora Brainstore). Ele é um mago, assim como John, mas uma versão bem mais maligna.

Vertigo 4 - Página 25 (Clique para ampliar)

Vertigo 4 - Página 25 (Clique para ampliar)

 

(Agradecimentos ao site Straight to Hell pela ajuda nos comentários a Hellblazer).


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6 comentários para
“Vertigo 4 Comentada: Hellblazer 178”

  1. Adriano Araújo disse:

    Para explicar melhor a referência a “Por um Punhado de Dólares”: No filme duas famílias, os Rojos e os Baxters, brigam pelo domínio da cidade de São Miguel. Há uma cena onde os Rojos incendiam a casa dos Baxters, matando todos aqueles que saem da casa fugindo das chamas, idéia reutilizada na cena do início desta edição.

    Ainda sobre a mesma cena, gostaria de dar um puxão de orelha quanto à tradução. Na página 8 o diálogo original é:
    - “I like that one. It’s good”.
    - “But derivative. I think it’s from fistfull of dollars”.

    “Derivative” signfica “derivado; obtido de outra fonte”. Ou seja, o personagem quis dizer que apesar daquela ser uma boa idéia, ela não foi original. O diálogo em português (com “derivative” traduzido como “redundante”) dá outro sentido, fazendo parecer que aquilo foi desnecessário ou excessivo.

    Acho que a melhor tradução seria:
    - “Eu gostei dessa. Foi boa”.
    - “Mas não original. Acho que é de Por um punhado de dólares”

  2. Walter Freitas disse:

    Muito bom. Entretanto, na revista, “Por um Punhado de Dólares” saiu como “Por um Punhado em Dólares”. Outra coisa que me incomodou após ter lido a história na VERTIGO 4 foi a tradução das últimas palavras da velha na edição 2. No original, ela diz “Trade . . . Domine . . . Scrape . . .”. Em português ficou “Troco… Domine… Traste…”. A menos que alguma coisa mude mais pra frente, não acho que traduzir “trade” por “troco” tenha sido uma boa escolha. “Troca”, talvez. Ou “negócio”. Mas “troco”? Quando li a palavra “troco”, primeiro pensei em troco de dinheiro (change, em inglês), substantivo. Imediatamente vi que deveria ser “troco” do verbo trocar (“eu troco isso por aquilo”). O problema é que, até aqui, essa opção não faz sentido. A velha não troca nada por nada, acho. Ela está se referindo à troca (ou ao negócio) entre Domine Fredericks e Traste Gillis, como vimos na edição 4 de VERTIGO. A tradução e a revisão precisam melhorar. Na Tessalíada, por exemplo, peguei um “entre eu e eles” (ou “entre eu e você”, não me lembro). Pô, o correto é “entre mim e eles”. Quadrinhos de alto nível merecem uma tradução de alto nível. E a Tess era uma universitária, não um capanga qualquer! Tem que melhorar, moçada. Abraços a todos.

    • Fabiano Denardin disse:

      Oi, Walter. O Por Um Punhado de Dólares foi um erro de uma correção, já encontrei onde aconteceu o problema. Falha vergonhosa, sem justificativa. Sobre o Troco ou Troca, isso acontece com palavras homônimas. Em Vertigo 3 o John Constantine conjectura o porquê do “Troco”. Às vezes, numa tradução, não temos como manter TODO o sentido do original e precisamos fazer uma opção, no caso, foi por “troco” mas poderia ter sido “troca” também, o “troco” foi usado pra poder dar a opção de ser a senhora propondo a troca. Sobre o “entre eu e você”, na verdade a Thessaly fala “entre eu e o mundo”, e deveria mesmo ter usado o mim, ou mudado para “entre o mundo e eu”. Às vezes a gente solta a mão um pouco no texto por ser, em tese, linguagem falada, mas aí comete alguns erros que deveriam ser evitados.

  3. Guxta disse:

    Estou lendo as edições somente agora – atrasado, mas… – e não entendi uma coisa. Ainda não terminei o arco, mas essa dúvida está me corroendo. É visto, nessa edição, que Traste combina a compra do sepulcro. Quando o russo chega na porta com uma bolsa pendurava nos ombros, é de se imaginar que o sepulcro estava ali dentro. Depois sabemos que a dificuldade em encontrar o sepulcro é por não saberem a forma dele. As caixas com artefatos são da casa de Traste, então, por que a dificuldade e, identificar o sepulcro vermelho se ele, pela lógica, estava dentro dessa bolsa?

    Existe um erro de roteiro/continuidade ou eu que estou dando uma de apressado e isso será explicado depois?

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