Não sei nada sobre como é estar numa guerra, mas o que sei, o que todos nós sabemos, é assistir a uma guerra pela TV. Desde a primeira Guerra do Golfo, em 1991, e o surgimento das redes de TV a cabo e do History Channel, qualquer pessoa pode ligar a TV e assistir a nada além de guerra, 24 horas por dia, 7 dias na semana. Sabemos os nomes dos comandantes e as palavras do jargão militar como “choque e temor”, “buraco de aranha” e “refeições prontas para comer”. Quem era o seu correspondente de guerra favorito durante a invasão?
ZDM é a minha história de guerra vista pelos olhos de todos nós. Nosso representante é Matty Roth, estudante universitário de Long Island que, sem perceber no que está se metendo, assina um estágio de fotografia para acompanhar um famoso jornalista até o coração da Zona Desmilitarizada (ZDM), também conhecida como Manhattan. Matty vê um aspecto da guerra que muito poucas pessoas presenciam: a vida civil sob fogo. Esta guerra já está se arrastando há anos demais, e a maioria das pessoas voltou a alguma espécie de rotina cotidiana, enquanto o combate é travado literalmente acima de suas cabeças. É disso que ZDM trata: pessoas.
Isto não quer dizer que ZDM não contenha sua parcela de guerra. Uma imagem que não consigo tirar da cabeça é algo que vi alguns dias depois que o World Trade Center caiu. Eu havia ficado escondido no Brooklyn e decidi tentar entrar na cidade, muito embora as pessoas não estivessem tendo permissão de passar além da rua Houston. O trem me deixou lá de qualquer maneira, e quando subi da estação de metrô para a rua Delancey, aquela rua normalmente superocupada estava silenciosa e vazia, a não ser por alguns caminhões militares e Humvees passando por ali. Aquilo, o cheiro de borracha queimada, toda aquela poeira… estava tudo tão deslocado ali que me chocou. E aquela foi definitivamente uma experiência que acabou inspirando ZDM.
Nova York tem sido meu lar por quase toda a minha vida adulta. Vocês vão achar que eu a estou tratando muito mal em ZDM: edifícios sendo bombardeados; parques desflorestados; tudo sendo saqueado e vandalizado. Mas juro por Deus: eu amo minha cidade! E ZDM é minha carta de amor definitiva pra ela. Mesmo em seus momentos mais negros, Nova York ainda brilha como a melhor cidade do planeta.
Brian Wood
Texto originalmente publicado na coluna On The Ledge, veiculada nas revistas da linha Vertigo.
















Gostei muito da Panini dar prosseguimento à Vertigo no Brasil. Mas espero que o planejamento vise fazer com que as histórias cheguem a um maior número de leitores; pra isso, certas coisas desncessárias (como capa dura e tal), que encarecem o produto final, deveriam ser evitadas, na minha opinião.
Claro que cada caso é um caso, Sandman fica ótimo nesse formato. Já ZDM tenho minhas dúvidas…
Mesmo assim, espero um trabalho muito bom de vocês.
Excelente editora, excelentes séries. Obrigado a voces por publicarem Y-Ultimo Homem, Fabulas e a novidade ZDM, sem contar os outros estao e serao publicados. Agora um pedido poderiam relançar o primeiro encadernado de Fabulas , perdi esse nas bancas e nao consigo mais encontrar. Mais uma vez, VALEU PANINI , hehe
Edimilson, na Banca2000 ainda tempara vender, o oncadernado lançado pela Pixel, o da Devir esgotou à Séculos atrás. Vi também lá oa Revolução dos bichos da Devir. Mas se apresse pois já é artigo raro mesmo.
Comprei a minha ZDM agora a pouco, faz uns 30 minutos. Encadernada, capa dura, assim como o Cleriston não gosta. Eu, pelo contrário, gosto muito. É um formato diferenciado pra uma história diferenciada. Acho que tem tudo a ver. R$ 36,90 aqui em Santa e vale cada centavo.
ZDM só não comprei agora porque as primeiras historias já havia comprado pela Pixel, irei comprar claro aonde ela parou, o mesmo vale para o Y Ultimo Homem, Fabulas (que já comprei), Preacher e dentre outros.
Longa vida para vertigo na panini e oremos que não venha nenhum problema futuro
E o segundo? quando?