
Alan Moore (Fonte: en.wikipedia.org)
É difícil um fã de quadrinhos não saber quem é Alan Moore. E fica cada vez mais difícil para qualquer ser humano minimamente ciente da cultura pop ignorar quem é Alan Moore.
Nascido em 1953 em Northampton, na Inglaterra, Moore foi expulso da escola aos 17 anos por vender LSD. Após passar por vários empregos — incluindo em um matadouro —, ele resolveu tentar a vida como cartunista. Um de seus primeiros trabalhos foi a tira Maxwell the Magic Cat, que escrevia e desenhava para o jornal Northants Post.
No início da década de 1980, estava colaborando como escritor para revistas em quadrinhos inglesas como a 2000 A.D. Criou as séries Skizz, D.R. and Quinch e A Balada de Halo Jones. Também assumiu a série do Capitão Britânia, para a Marvel UK. Para outra revista, a Warrior, reimaginou o clássico personagem Marvelman e lançou séries como V de Vingança e The Bojeffries Saga.
Seu desempenho na Inglaterra chamou a atenção dos quadrinhos estadunidenses. O editor Len Wein, da DC Comics, convidou-o para escrever a série do Monstro do Pântano, em 1983. A partir daí, a história é famosa: Moore reinventou o personagem, dando tons da boa literatura e do bom cinema de terror às histórias (de brinde, ainda criou o personagem John Constantine, inicialmente coadjuvante). Watchmen, seu trabalho seguinte, é considerada por muitos a melhor HQ de super-heróis já criada. Já neste início de carreira, Moore era considerado uma das forças criativas mais impressionantes da história dos quadrinhos.
Após um desentendimento com a DC Comics, Moore decidiu nunca mais trabalhar com a editora. Começou uma carreira independente lançando sua própria editora, a Mad Love Publishing. Foi o único fracasso da sua carreira, devido a erros comerciais e problemas com artistas, que acabaram misturando-se a problemas pessoais — Moore estava separando-se da esposa Phyllis e da amante (consensual) Deborah, que levaram suas filhas Amber e Leah.
Em meados da década de 1990, Moore estava colaborando frequentemente com a Image Comics — Spawn, WildC.A.T.S, a minissérie 1963, Supremo, entre outros — enquanto trabalhava em duas obras maiores: Do Inferno e Lost Girls. Ao final da década, a Wildstorm convidou-o a lançar uma linha própria, a America’s Best Comics, que resultou em mais cinco criações: A Liga Extraordinária, Tom Strong, Top 10, Promethea e Tomorrow Stories.
Após a Wildstorm ser comprada pela DC Comics, Moore aos poucos foi deixando a America’s Best Comics de lado. Atualmente dedica-se a projetos especiais como as sequências de A Liga Extraordinária e uma revista underground, de quadrinhos, jornalismo e ficção, chamada Dodgem Logic. Desde que fez 40 anos, ele se diz um mago e venera a divindade romana Glycon.
Quatro de seus principais trabalhos foram adaptados para o cinema: Do Inferno, A Liga Extraordinária, V de Vingança e Watchmen. Ele rejeita todos, tendo feito campanhas públicas contra os dois últimos e conseguido tirar seu nome dos créditos. Casado com a artista Melinda Gebbie desde 2007, raramente tira os pés de sua casa em Northampton, mesmo sendo um ícone pop mundial.











Vamos ter algo da ABC?
Abraço e felicidade a todos
Com certeza.
Torço muito p Panini publicar Promethea do selo ABC. É muito bom!!! É Alan Moore em seu auge.
seria legal apresentar promethea de 10 em 10 ediçoes encadernadas.
Please, publiquem tudo do Moore(pelo – da ABC)por q Tomorrow Stories saiu d forma quase indigente.
desde já, agradeço
Na minha opinião uma das melhores hqs de todos os tempos, se não a melhor, é A Liga Extraordinária. Apesar de ter os encadernados da Devir torço para a Panini republica-los em formato mais luxuoso.
Também quero a Liga, que foi prometida a uns 3 meses atrás e nada.
Abraços e felicidade a todos
Também espero pela publicação de Promethea, assim como de outros trabalhos de Alan Moore
é complicado “acompanhar” mesmo estes talentos tão eminentes no mundo daqui do Brasil. Um exemplo é este mesmo artigo, onde o próprio Alan Moore rejeita as versões cinematográficas de suas criações, dando um quê de imprecisão e incoerência com as originais. Fato este nos faz querer ler os originais, entretanto quem é que consegue, ao menos por aqui, encontrar V de Vingança?
Digo isto com base em mim mesmo, nasci em 1990 e dá pra imaginar que não pude ter acesso às melhores publicações dele.
Até mesmo as publicações rotineiras costumam atrasar na maioria das bancas em que freqüento.
Abraços.
seria bacana publicar Do inferno em um tijolão. Será que veremos isso por aqui?
Por enquanto, sem planos pra isso, Gerson… Mas o material é de qualidade inegável e temos vontade sim de republicá-lo por aqui. Abração.
Uai Bernardo, então bora lá publicar, acho que vai fazer sucesso (e eu finalmente vou conseguir lê-lo).
Abraço a todos
Desde que li o encadernado de Promethea lançado pela pixel fiquei fascinado pela personagem e sua estória. Foram apenas 6 edições, muito pouco. A Panini tem intenção de continuar a publicação de Promethea no Brasil? Se sim, quando?
Obrigado e abraço.
Fala, Diego, tudo certo? Cara, por enquanto não temos nenhum plano pra esse material (que eu concordo completamente com você, é fantástico!). Fica como sugestão pra nossos futuros lançamentos, ok? Grande abraço!
OLA GALERA DA PANINI
GOSTARIA DE SABER SE A PLANOS DE DAR CONTINUIDADE NA SAGA DE THE AUTORITY CHOQUE DE REALIDADES E/OU REALIDADE INCORPORADA, ABANDONADAS PELA ED. PIXEL ??
Planos sempre existem, Rogério! No entanto, ainda não podemos adiantar novidade nenhuma nesse sentido…