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Biografia: Alan Moore

10/12/2009
Postado por Redação Wildstorm.
Alan Moore (Fonte: en.wikipedia.org)

Alan Moore (Fonte: en.wikipedia.org)

É difícil um fã de quadrinhos não saber quem é Alan Moore. E fica cada vez mais difícil para qualquer ser humano minimamente ciente da cultura pop ignorar quem é Alan Moore.

Nascido em 1953 em Northampton, na Inglaterra, Moore foi expulso da escola aos 17 anos por vender LSD. Após passar por vários empregos — incluindo em um matadouro —, ele resolveu tentar a vida como cartunista. Um de seus primeiros trabalhos foi a tira Maxwell the Magic Cat, que escrevia e desenhava para o jornal Northants Post.

No início da década de 1980, estava colaborando como escritor para revistas em quadrinhos inglesas como a 2000 A.D. Criou as séries Skizz, D.R. and Quinch e A Balada de Halo Jones. Também assumiu a série do Capitão Britânia, para a Marvel UK. Para outra revista, a Warrior, reimaginou o clássico personagem Marvelman e lançou séries como V de Vingança e The Bojeffries Saga.

Seu desempenho na Inglaterra chamou a atenção dos quadrinhos estadunidenses. O editor Len Wein, da DC Comics, convidou-o para escrever a série do Monstro do Pântano, em 1983. A partir daí, a história é famosa: Moore reinventou o personagem, dando tons da boa literatura e do bom cinema de terror às histórias (de brinde, ainda criou o personagem John Constantine, inicialmente coadjuvante). Watchmen, seu trabalho seguinte, é considerada por muitos a melhor HQ de super-heróis já criada. Já neste início de carreira, Moore era considerado uma das forças criativas mais impressionantes da história dos quadrinhos.

Após um desentendimento com a DC Comics, Moore decidiu nunca mais trabalhar com a editora. Começou uma carreira independente lançando sua própria editora, a Mad Love Publishing. Foi o único fracasso da sua carreira, devido a erros comerciais e problemas com artistas, que acabaram misturando-se a problemas pessoais — Moore estava separando-se da esposa Phyllis e da amante (consensual) Deborah, que levaram suas filhas Amber e Leah.

Em meados da década de 1990, Moore estava colaborando frequentemente com a Image Comics — Spawn, WildC.A.T.S, a minissérie 1963, Supremo, entre outros — enquanto trabalhava em duas obras maiores: Do Inferno e Lost Girls. Ao final da década, a Wildstorm convidou-o a lançar uma linha própria, a America’s Best Comics, que resultou em mais cinco criações: A Liga Extraordinária, Tom Strong, Top 10, Promethea e Tomorrow Stories.

Após a Wildstorm ser comprada pela DC Comics, Moore aos poucos foi deixando a America’s Best Comics de lado. Atualmente dedica-se a projetos especiais como as sequências de A Liga Extraordinária e uma revista underground, de quadrinhos, jornalismo e ficção, chamada Dodgem Logic. Desde que fez 40 anos, ele se diz um mago e venera a divindade romana Glycon.

Quatro de seus principais trabalhos foram adaptados para o cinema: Do Inferno, A Liga Extraordinária, V de Vingança e Watchmen. Ele rejeita todos, tendo feito campanhas públicas contra os dois últimos e conseguido tirar seu nome dos créditos. Casado com a artista Melinda Gebbie desde 2007, raramente tira os pés de sua casa em Northampton, mesmo sendo um ícone pop mundial.

16 comentários
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16 comentários para
“Alan Moore”

  1. Marcos Vinicios disse:

    Vamos ter algo da ABC?

    Abraço e felicidade a todos

  2. murilo leandro disse:

    Torço muito p Panini publicar Promethea do selo ABC. É muito bom!!! É Alan Moore em seu auge.

  3. andre luis disse:

    seria legal apresentar promethea de 10 em 10 ediçoes encadernadas.

  4. Eduardo Roque disse:

    Please, publiquem tudo do Moore(pelo – da ABC)por q Tomorrow Stories saiu d forma quase indigente.
    desde já, agradeço

  5. Luiz Antonio de Oliveira disse:

    Na minha opinião uma das melhores hqs de todos os tempos, se não a melhor, é A Liga Extraordinária. Apesar de ter os encadernados da Devir torço para a Panini republica-los em formato mais luxuoso.

  6. William disse:

    Também espero pela publicação de Promethea, assim como de outros trabalhos de Alan Moore

  7. Arthur Viana disse:

    é complicado “acompanhar” mesmo estes talentos tão eminentes no mundo daqui do Brasil. Um exemplo é este mesmo artigo, onde o próprio Alan Moore rejeita as versões cinematográficas de suas criações, dando um quê de imprecisão e incoerência com as originais. Fato este nos faz querer ler os originais, entretanto quem é que consegue, ao menos por aqui, encontrar V de Vingança?

    Digo isto com base em mim mesmo, nasci em 1990 e dá pra imaginar que não pude ter acesso às melhores publicações dele.

    Até mesmo as publicações rotineiras costumam atrasar na maioria das bancas em que freqüento.

    Abraços.

  8. Gerson disse:

    seria bacana publicar Do inferno em um tijolão. Será que veremos isso por aqui?

    • Bernardo Santana disse:

      Por enquanto, sem planos pra isso, Gerson… Mas o material é de qualidade inegável e temos vontade sim de republicá-lo por aqui. Abração.

    • Marcos Vinicios disse:

      Uai Bernardo, então bora lá publicar, acho que vai fazer sucesso (e eu finalmente vou conseguir lê-lo).
      Abraço a todos

  9. Diego Oliveira disse:

    Desde que li o encadernado de Promethea lançado pela pixel fiquei fascinado pela personagem e sua estória. Foram apenas 6 edições, muito pouco. A Panini tem intenção de continuar a publicação de Promethea no Brasil? Se sim, quando?
    Obrigado e abraço.

    • Bernardo Santana disse:

      Fala, Diego, tudo certo? Cara, por enquanto não temos nenhum plano pra esse material (que eu concordo completamente com você, é fantástico!). Fica como sugestão pra nossos futuros lançamentos, ok? Grande abraço!

  10. ROGERIO disse:

    OLA GALERA DA PANINI

    GOSTARIA DE SABER SE A PLANOS DE DAR CONTINUIDADE NA SAGA DE THE AUTORITY CHOQUE DE REALIDADES E/OU REALIDADE INCORPORADA, ABANDONADAS PELA ED. PIXEL ??

    • Bernardo Santana disse:

      Planos sempre existem, Rogério! No entanto, ainda não podemos adiantar novidade nenhuma nesse sentido…



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