Panini Comics
Panini Group

O que é?

Jim Lee

Jim Lee

Jim Lee

Pergunte a qualquer artista dos quadrinhos dos anos 90 qual era o nome que mais odiava ouvir. Pelo menos metade vai responder: Jim Lee.

O sul-coreano, radicado nos EUA, mudou as regras do mercado de HQs quando, após arrecadar mais e mais fãs para os X-Men a partir do fim da década de 80, chegou aos 8 milhões de exemplares vendidos de X-Men #1, em 1991. A partir daí, qualquer editor que quisesse manter o emprego era obrigado a cobrar de seus artistas: "desenhe como Jim Lee!"

Lee não mudou as regras somente dessa forma. Cansado dos mandos e desmandos da Marvel, e de não reter os direitos sobre suas criações, ele e outros desenhistas de sucesso da editora – Todd McFarlane, Rob Liefeld, Marc Silvestri, Erik Larsen, Jim Valentino, Whilce Portacio - uniram-se para fundar a Image Comics em 1992.

Além de total liberdade criativa e de reter os direitos sobre suas criações, cada um podia criar seu pequeno estúdio dentro da editora. Lee já tinha o Homage Studios, juntos aos artistas Scott Williams, Whilce Portacio e Joe Chiodo. Mas resolveu renomeá-lo Wildstorm Productions a partir daí.



X-Men 1

Capa de X-Men 1, por Jim Lee

WildC.A.T.S.

Para entender o nome, primeiro é preciso conhecer a sua origem, que é uma combinação do nome das duas principais HQs do estúdio na época de sua fundação: WildC.A.T.S., série sobre um grupo de super-heróis de origem alienígena envolvidos numa guerra entre civilizações rivais, e Stormwatch, que abordava uma super-equipe a serviço das Nações Unidas.

WildC.A.T.S.

WildC.A.T.S.

Além de WildC.A.T.S. e Stormwatch, séries com os heróis adolescentes Gen¹³, o violento Deathblow, Cybernary, e a criação de Whilce Portacio Wetworks despontaram no selo de Jim Lee. Esses trabalhos eram diferentes daquilo que os leitores estavam habituados. Buscavam tratar o mundo dos herois de forma mais realista, mostrando mais violência e sensualidade.

Não demorou para nomes como Sam Kieth – publicando entre outras coisas sua série The Maxx, que deu origem a uma ótima animação  –, Warren Ellis, Adam Warren (com um traço inspirado nos mangás), Sean Phillips, Kurt Busiek e Joe Casey, entre outros, passassem a escrever e desenhar histórias para as séries regulares da Wildstorm. O mestre Alan Moore ganhou liberdade para construir sua própria linha, a America’s Best Comics, junto ao selo, o que levou à criação de A Liga Extraordinária, Promethea e outros clássicos instantâneos.

DC Comics

Era notório o crescimento da qualidade. Foi o que chamou atenção da DC Comics, que, em 1999, comprou-o por completo, incluindo títulos e personagens. Jim Lee ficou no cargo de editor-chefe.

Entre os sucessos sob comando da DC estão as criações de Warren Ellis Authority e Planetary. A primeira era uma equipe de dissidentes do Stormwatch, que agiam de maneira independente, incisiva e violenta, combatendo o terrorismo e a desigualdade ao redor do mundo. Já Planetary era uma inteligente e complexa homenagem sci-fi às histórias de super-heróis, com "super-arqueólogos" escavando o século XX. Frequência Global, outra criação de Ellis, também fez sucesso ao mostrar as possibilidades tecnológicas reais que poderiam criar super-herois no mundo contemporâneo.

Liga Extraordinária

Liga Extraordinária

Outro grande sucesso veio da mente do escritor Brian K. Vaughan (que depois faria os roteiros do seriado Lost): Ex Machina, que se passa em uma Nova York fictícia onde seu único super-herói, Mitchell Hundred, torna-se prefeito da cidade.

Franquias

Além de tudo isso, diversas franquias famosas já tiveram HQs licenciadas pela Wildstorm, como Thundercats, A Hora do Pesadelo, Sexta-Feira 13, Halloween, Starcraft, Gears of War, Resident Evil, Robotech, Warriors, entre outros. Os quadrinhos de World of Warcraft e Gears of War que a editora produziu foram sucessos de venda indiscutíveis. E seriados de TV como Arquivo X, Heroes, Supernatural, Chuck e Fringe ganharam episódios produzidos pela linha.

O fim (?) da Wildstorm

Em 2010, o selo foi extinto pela DC Comics, como parte de uma grande reformulação estrutural e editorial. No entanto, a editora estadunidense já deu vários sinais de que muitos personagens e ideias usadas nas histórias da Wildstorm farão parte, de agora em diante, de seu universo regular.

Aqui no Brasil, o que é publicado sob o selo continuará a sair normalmente pela Panini Comics. Portanto, a continuidade do material está assegurada. E mais! Espere ainda muitas novidades dessa linha, que foi sem dúvida um marco de dinamismo e evolução na indústria dos quadrinhos!

Victorian Undead

Victorian Undead



Logo Wildstorm

Copyright © 2012 Panini Comics.
Todos os direitos reservados.

Panini Comics, Wildstorm, DC Comics, e todas as outras marcas, imagens e logos são protegidos pelo direito do autor TM & © 2012. As obras protegidas pelo direito do autor são usadas exclusivamente para fins jornalísticos. O material de divulgação apresentado na forma de papéis de parede, banners, posters e avatares é exclusivo para uso pessoal. Qualquer uso comercial do material disponibilizado pela Panini Comics sem prévia autorização é proibido sob penas da lei.

Conheça a Equipe Hotsites Panini.
Desenvolvido com a plataforma WordPress.

Atualizações recentes

Comentários recentes