
Warren Ellis (Fonte: Wikipedia)
Há sérias dúvidas quanto à existência de Warren Ellis. Ok, existem fotos, tem gente que diz já o ter visto em convenções e até fãs mais afoitos que foram procurá-lo nos bares de Southend, a cidade onde mora. Mas a questão é: se ele existe, como poderia ser apenas uma pessoa?
Porque Warren Ellis não só assina muitos quadrinhos – vários deles, às vezes cinco ou seis revistas por mês – mas também escreve diariamente em seu blog pessoal, mantém um respeitado fórum que reúne tanto fãs quanto profissionais, promove novos talentos, escreve roteiros para TV, animação, games e cinema, assim como livros, webcomics e colunas de websites e revistas, além de ser presença constante no Twitter, no qual despacha mensagens invariavelmente retweetadas por legiões de fãs de todo o planeta.
E ainda tem uma filha adolescente.
Chamada Lilith, como a mulher-demônio.
Ellis lembra de assistir o homem chegando à Lua quanto tinha um ano e meio. Virou obcecado pelas viagens interestelares, ficção científica e especulação tecnológica. É óbvio que ia acabar nos quadrinhos. Escreveu para revistas inglesas como Deadline, 2000AD eBlast! no início dos anos 1990, antes de cair nas graças da Marvel em meados da década.
Foi lá que, a partir das séries Hellstorm, Destino 2099 e Excalibur, começou a construir sua carreira. Passou a publicar material autoral na pequena editora Caliber, enquanto conseguia contatos na DC/Wildstorm para assumir as séries DV8 e Stormwatch.
Foi no final da década, quando lançou Transmetropolitan (primeiro na linha Helix, depois na Vertigo) e, pouco depois, Authority ePlanetary – três trabalhos sem muito em comum – que sua popularidade explodiu. Ele era tanto o cara da ficção científica nervosa, com um gênio absurdo, quanto a aposta para renovar as HQs de super-herói.
Vieram uma elogiada passagem por Hellblazer. Strange Kiss e todas suas sequências com o personagel Gravel. Counter-X, o experimento com títulos da linha X-Men. Frequência Global. Quarteto Fantástico Ultimate. Homem de Ferro. Nextwave. Thunderbolts.newuniversal. Fell. Ministry of Space. Desolation Jones. FreakAngels. Red. Oceano. A trilogia “Galactus Ultimate”. Fabulosos X-Men.Black Summer. Anna Mercury. Só a lista de criações já mataria o espaço para a biografia.
Ellis é um dos autores que mais mantém contato com seu público através da internet – construiu sua carreira em torno disso aliás, promovendo seu trabalho em sites pessoais desde o início da década de 1990. É vidrado em novas tecnologias e confessa que alimenta sua criatividade à base de cigarro e Red Bull (não tentem copiar em casa, crianças).
Se ainda conhece pouco do homem (ou da entidade coletiva que usa o nome Warren Ellis), comece pelo caminho mais óbvio: http://www.warrenellis.com/











Olá.
Sou fã do Ellis. Mas não incondicional. Ele tem seus baixos, embora em menor quantidade que os muuuuuitos e enormes altos.
Frequência Global é incrível. Agradeço pela reunião das histórias nos encadernados.
A passagem dele por Hellblazer deveria ser o foco de novos encadernados do personagem. Pensem nisso, por favor. A história dele do diabo abortado na caixa é fenomenal.
Mas RED é uma pataquada! Comprei a revista pra ver o que fazia uma obra ser tão fera a ponto de ser produzido filme com Bruce Willis e me deparei com uma enorme falta de conteúdo. A única grande sacada do Ellis nela é a coisarada acontecer daquele jeito incidental. Mas as cenas de ação são sem graça. O fato dele ser velhão e ter matado o Kennedy é tudo lugar comum. O filme amplia a história, coisa muito da necessária.
Mas o que ele fez em Planetary encerra qualquer discussão com larga vantagem no placar pro velhão. E (talvez valha só pra mim) o que fez em Ruínas também.
Aliás, e a última história de Planetary? Aquele prometido epílogo, depois da derrota dos Quatro pelo Elijah? Quero saber o que aconteceu com o carinha com poderes de distorção que sumiu…
JEB
Concordo com você em quase tudo, JEB. Ellis tem mesmo seus momentos de vacilo, apesar de achar que Red definitivamente não é um deles. Claramente trata-se de um roteirista tentando exercitar outros músculos criativos, no caso criando uma senhora história de ação despretensiosa (ou talvez não tanto…), o que ele faz também muito bem!
Quanto a Planetary, ainda estamos estudando a melhor forma de publicar a série, ok? Mais pra frente, quando tivermos novidades mais concreta, noticiamos aqui. Abraço!
Bernardo, considerando-se que Planetary é uma série de 25 edições apenas, não seria interessante lançá-la na forma de 1 ou 2 especiais de luxo? Finalmente teríamos o material completo, com a qualidade gráfica merecida, lançada por uma mesma editora.
Seria bem bacana, Roger. Vamos ver pro futuro o que faremos. Abraço e obrigado pela sugestão!
Muito boa a ideia do Roger…
Sou a favor de Planetary em edições definitivas, duas como o original. Mas acho que é mais viável (e justo com leitores que já tem os outros três encadernados) lançá-lo em quatro edições. Gostaria que fosse capa dura, essa série vale a pena, principalmente pela arte do Cassaday, mas em capa cartona a publicação seria bem mais rápida.
No fim acho que vaelia a pena lançar a série da forma mais barata e rápida, com capa cartonada. Se vendesse muito bem, poderiam lançar versões mais luxuosas depois.
Concordo com Planetary em capa cartão, no estilo das três edições anteriores (que ainda se encontram à venda, e não são difíceis de serem encontrados). E como só falta mais uma edição para completar a série (edições 19 a 27), a Panini poderia agilizar esta publicação para os leitores. Há previsão?
Ainda não, Fernado.